{"id":1834,"date":"2025-07-21T17:30:43","date_gmt":"2025-07-21T20:30:43","guid":{"rendered":"https:\/\/contexto.inf.br\/?p=1834"},"modified":"2025-07-21T17:42:59","modified_gmt":"2025-07-21T20:42:59","slug":"calar-jair-tudo-bem-mas-limitar-imprensa-ja-e-exagero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/contexto.inf.br\/?p=1834","title":{"rendered":"Calar Jair, tudo bem. Mas Limitar Imprensa j\u00e1 \u00e9 Exagero"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"883\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/contexto.inf.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/1000626796-883x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1836\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>A decis\u00e3o do ministro Alexandre de Moraes no caso Jair Bolsonaro (Pet 14.129\/DF), ao proibi-lo de divulgar entrevistas at\u00e9 mesmo por ve\u00edculos de imprensa em redes sociais, criou um paradoxo perigoso: <strong>como exercer o jornalismo numa era em que as redes s\u00e3o a nova pra\u00e7a p\u00fablica? <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Embora a medida n\u00e3o impe\u00e7a Bolsonaro de conceder entrevistas a TVs, r\u00e1dios ou portais, ela sufoca seu eco digital, justamente onde 38% dos brasileiros consomem not\u00edcias. <\/p>\n\n\n\n<p>Para o professor Stallone Ribeiro isso configura censura indireta, pois viola o Art. 220, \u00a72\u00ba da CF, que veda embara\u00e7os \u00e0 liberdade jornal\u00edstica. O cerne do problema est\u00e1 na falsa equival\u00eancia entre perfis pessoais e imprensa profissional.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando Bolsonaro posta em redes sociais, \u00e9 um ato n\u00e3o mediado; quando o Metr\u00f3poles, a GloboNews ou o Estad\u00e3o publicam uma entrevista, h\u00e1 curadoria editorial, checagem e contexto. Ao bloquear que ve\u00edculos compartilhem esse conte\u00fado, o STF ignora que, nas palavras de Stallone Ribeiro, &#8220;<strong>redes sociais s\u00e3o a \u00e1gora do s\u00e9culo XXI e silenci\u00e1-las \u00e9 estrangular o debate democr\u00e1tico<\/strong>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado \u00e9 uma asfixia midi\u00e1tica: empresas perdem capacidade de monetizar conte\u00fado, e a sociedade tem acesso restrito a informa\u00e7\u00f5es de interesse p\u00fablico. A solu\u00e7\u00e3o? Responsabiliza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o sil\u00eancio pr\u00e9vio. <\/p>\n\n\n\n<p>Se Jair Bolsonaro cometer crimes em entrevistas (como incitar viol\u00eancia ou difamar institui\u00e7\u00f5es), aplica-se o C\u00f3digo Penal. Ve\u00edculos negligentes podem ser processados civilmente. Plataformas digitais, seguindo jurisprud\u00eancia do STF, devem remover conte\u00fado ilegal ap\u00f3s notifica\u00e7\u00e3o. E Stallone Ribeiro \u00e9 taxativo: <\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;<strong>Vetar a divulga\u00e7\u00e3o antecipada \u00e9 trocar a Justi\u00e7a pela censura e admitir que o Estado prefere o sil\u00eancio \u00e0 responsabiliza\u00e7\u00e3o<\/strong>&#8220;. <\/p>\n\n\n\n<p>O recado ao Supremo \u00e9 claro: a Primeira Turma ou o Plen\u00e1rio do STF precisa rever a medida. Permitir que ve\u00edculos divulguem entrevistas em suas redes, com condi\u00e7\u00f5es claras, como manter integridade contextual e adicionar an\u00e1lises que neutralizem desinforma\u00e7\u00e3o, seria um equil\u00edbrio razo\u00e1vel. Afinal, como lembra o professor Stallone Ribeiro, &#8220;<strong>nem regimes autorit\u00e1rios bloqueiam entrevistas jornal\u00edsticas; o Brasil n\u00e3o pode inaugurar uma censura algor\u00edtmica<\/strong>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso transcende Bolsonaro: \u00e9 um teste \u00e0 democracia digital. Enquanto o Congresso n\u00e3o avan\u00e7a na regula\u00e7\u00e3o das plataformas, o STF n\u00e3o pode, monocraticamente, confundir cautela processual com asfixia midi\u00e1tica. <\/p>\n\n\n\n<p>Para o professor Stallone Ribeiro, &#8220;<strong>liberar as redes da imprensa n\u00e3o \u00e9 blindar pol\u00edticos, \u00e9 confiar na Lei e na capacidade da sociedade de discernir verdades<\/strong>&#8220;. O tempo dir\u00e1 se o Supremo opta pelo medo ou pela maturidade institucional. <\/p>\n\n\n\n<p>Claro que a medida cautelar deve durar poucas semanas enquanto os inqu\u00e9ritos e processos tramitam no STF, por\u00e9m se a restri\u00e7\u00e3o se tornar permanente, torna-se um perigoso e restritivo precedente \u00e0 Imprensa Nacional. Por fim, n\u00e3o queremos uma nova onda de revis\u00f5es jur\u00eddicas como a Lava-Jato, por isso, cada detalhe do tr\u00e2mite jur\u00eddico ser correto importa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>@contexto.inf @profsta<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><a href=\"https:\/\/chat.whatsapp.com\/JfxX4uAYN4xDtPxo1g5iJY\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/chat.whatsapp.com\/JfxX4uAYN4xDtPxo1g5iJY\">Entre em Nosso grupo WhatsApp e receba as Not\u00edcias em Primeira M\u00e3o: Clique Aqui<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p> <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/contexto.inf.br\/?p=1834\" title=\"Calar Jair, tudo bem. 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