
6 de jan. de 2022 – Uma das realidades mais difíceis de aceitar, mesmo assim inegável é a crise climática com grandes mudanças nas paisagens como derretimento de geleiras, mudanças nas correntes marítimas, furacões, tornados, tempestades, enchentes em um lugar, secas severas em outros, mudanças nas temperaturas, chuvas, rios, queimadas, desmatamentos e poluição geral, principalmente pelo lixo.
Considerando a intensa “fome” por recursos naturais desde os primórdios da humanidade como água, alimentos, abrigo, ferramentas e objetos, acelerada com as Grandes Navegações e Descobrimentos, multiplicada pelas Revoluções Industriais e a Sociedade do Consumo que vive uma Explosão Demográfica nos últimos 5 séculos, nossa humanidade tem explorado minérios, vegetais e animais em todo o planeta seja para energias, matérias-primas, alimentos ou trabalho, e deixamos um rastro de destruição nas sociedades (como escravidão e guerras), contaminado solos, águas e o ar e destruindo a natureza.
Apesar disso, a ciência através das tecnologias tem despertado a cada dia mais pessoas para a Reorganização do modelo produtivo predatório para um Sustentável. Apesar de algumas situações serem irreversíveis com o aquecimento global e suas consequências, ainda há tempo e é urgente uma reflexão e ação retificadora quanto ao modelo de exploração e produção de bens e serviços sair do predatório e avançar, multiplicar e enraizar o modelo sustentável.
Economia Verde, Sustentável e Lucrativa é Possível!
(vídeo 23m)
Como estratégias a empresas e governos que influem em milhares de pessoas quiçá milhões a cada dia, surgiu a política ESG. ESG é a sigla vinda do inglês para “Environmental, Social and Corporate Governance”, em tradução livre para o português: “Ambiental, Social e Governança Corporativa”, e refere-se a um conjunto de padrões de boas práticas que visam definir se a operação de uma empresa é socialmente Consciente, Sustentável e Corretamente Gerenciada. Ou seja, faz referência às melhores práticas Ambientais, Sociais e de Governança. É ainda maior e mais abrangente do que o “compliance”…
Para uma Cidade ser Sustentável é preciso proteger o Meio Ambiente e garantir sua permanência para gerações futuras, as políticas públicas devem pensar sempre no futuro. Como a maior parte da população mundial vive em zonas urbanas, as cidades se tornaram o epicentro de problemas como a poluição e o desperdício de recursos naturais. Por esta razão, são os centros urbanos que devem se reinventar a fim de que o futuro das próximas gerações esteja garantido e seja melhor do que o mundo em que vivemos hoje.
Uma cidade para ser considerada sustentável deve no mínimo: 1- Destinar corretamente e reaproveitar resíduos sólidos; 2- Oferecer água de qualidade sem esgotar mananciais; 3- Reaproveitar a água da chuva; 4- Criar e utilizar de fontes de energia renováveis; 5- Ofertar transporte alternativo e de qualidade para a população; 6- Garantir opções de cultura e lazer. ( detalhes)
Considerando estes 6 princípios de uma cidade sustentável, podemos fazer qualquer Cidade do Paraná, Brasil, América e Mundo ser Sustentável. Como o foco é nossa Cianorte no Noroeste do Paraná, seguem algumas análises e sugestões:
Quanto as resíduos sólidos, já possuímos um dos melhores aterros sanitários da região e coleta de materiais recicláveis, entretanto um aterro tem vida útil curta, precisamos repensar onde e como serão os novos aterros sanitários ou melhor, reduzir a produção de lixo com incentivos a reutilizar e reciclar mais. Porém os “lixões” de entulhos da rua Grajaú (fundos do cemitério) e “Mãe Biela” (vila 7) dentre outros depósitos irregulares precisam ser extintos e a população receber mais educação ambiental para destinar seus “entulhos” a locais corretos e acessíveis. Cobrar centenas de Reais de caçambas pode incentivar o despejo irregular e clandestino.
O abastecimento de água deve se reorganizar para uma cidade de 100, 300, 500 mil habitantes nas próximas décadas com capacidade de ampliação e elevação do volume de modo gradativo e sem risco de desabastecimento. Por isso cuidar bem dos rios, suas matas ciliares e nascentes é indispensável. Reflorestar nascentes e margens dos rios é urgente para garantir rios limpos e com fluxo de águas constantes. Apesar dos aquíferos subterrâneos, só explorar sem repor, pode gerar desabastecimento futuro. Ainda é urgente a correta coleta e tratamento dos esgotos e efluentes, averiguar e erradicar despejos irregulares nas galerias pluviais. Afinal, Água é Vida!
Com tantos telhados de prédios públicos como Postos de Saúde, Escolas, Hospitais, Prefeitura e Secretarias, captar águas das chuvas em cisternas ou reservatórios para destinar a banheiros, limpeza externa e reaproveitamento das águas pluviais é um ato de inteligência. Aos prédios novos, deve ser item obrigatório nas plantas e execuções das obras, já nos prédios já existentes, deve ser incentivada a reforma ou implantação gradual sob incentivos fiscais como redução do IPTU.
Ainda considerando os novos e já existentes prédios públicos, temos tantos telhados em área tropical com Sol abundante o ano todo e ainda contamos com ventos frequentes já que estamos em região do choque de massas de ar, onde frentes frias se chocam com massas tropicais e geram ventos fortes, até tempestades com frequência. Por isso, ter painéis solares fotovoltaicos e/ou turbinas eólicas para gerar energias verdes, limpas e renováveis é um ato de sustentabilidade e de economia positiva.
Ainda sobre as energias renováveis, a frota de transportes coletivos e veículos oficiais pode ser composta gradualmente de veículos elétricos, assim se reduz a emissão de poluentes gasosos, e com painéis solares ou turbina eólicas, podemos gerar a própria energia com baixo custo e paulatinamente reduzir o repasse municipal a empresa de transporte coletivo com base fóssil do diesel. Ainda sobre o transporte, veículos elétricos ou não, as rotas e horários precisam ser replanejadas. Muitos bairros não tem acesso ao transporte coletivo em horários diversos.
Há que se oferecer e ampliar as ciclovias e também os transportes coletivos em rotas coletoras (Norte-Sul) como do Jardim Cassidori aos Seis Conjuntos e e rotas principais (Leste-Oeste) como a linha ferroviária que pode se tornar uma via rápida exclusiva a transporte coletivo de ônibus e por que não um trem? Resgato as memórias de infância com o “Metrô do Cianortinho” que pode ligar Pedro Moreira, 6 Conjuntos a vila 7, parque industrial, centro, zona 1 e zona 2 em uma fluxo horizontal com faixa de terras já reservada e pronta para uma “Linha Verde” sobre rodas ou trilhos!
E claro, a cultura e o lazer precisam se conectar com a natureza, a educação ambiental e a postura governamental, tanto de empresas quanto de políticos deve preservar as maravilhas como o Parque Cinturão Verde, refúgio de Mata Atlântica e evitar qualquer obra ou projeto que prejudique a Preservação da Fauna e Flora desta rica Floresta, porém nas áreas marginais, podemos ampliar áreas de lazer e atrativos culturais como parques esportivos, zonas de convivência, conchas acústicas e ter bem mais que as pistas de caminhadas ou ciclovias. Podemos ter um centro de visitação ecológica como Parque das Aves ou Aquários em novas áreas marginais e de expansão ao Parque Cinturão Verde.
Muito mais pode ser indicado e melhorado, por fim, vale destacar que Economia Verde, Sustentável e Lucrativa é Possível! e não cabe apenas a forças ou iniciativas do poder público, a política ESG também pode ser privada dos sistemas do agronegócio, indústrias, comércios e serviços.
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