
A tão anunciada e aguardada reforma ministerial no atual governo federal sob a gestão Lula 3 há tempos vem deslizando em base insólita…
Se sintetizarmos os últimos 20 anos que passaram por quase 5 governos petistas e quase 2 de oposição (Temer e Jair), o Congresso vem ganhando força na troca de votos e favores em uma espécie de negociação condicionada. Tal comércio de apoio político não se estende apenas aos ministérios, diretorias e secretarias estratégicas, mas também no ganha-ganha de recursos públicos como mensalão, petrolão, lava-jato, orçamento secreto e cartões corporativos.
Pressionado pelas “chantagens” parlamentares e partidárias, Lula agora sabe que precisa segurar os partidos aliados e parlamentares em um forte acordo de parcerias políticas que podem criar base para novos programas e ações governamentais ou abdicar deste apoio fraco e condicionado apenas ao gotejamento de verbas públicas como eme das parlamentares.
Apesar do parlamento sugerir e apontar detalhes do orçamento federal, é o poder executivo que decide de libera ou não verbas. E as novas regras acordadas entre Congresso e STF não tornam as emendas parlamentares obrigatórias ou impositivas, pois a Execução do Orçamento é do Executivo.
Por isso Lula testa o rompimento com o centrão, se não há parceria sólida e transparente, por que nomear um partido infiel a algum ministério? Se o parlamentar não vota a favor dos projetos do governo, por que liberar sua sugestão de emenda seria prioridade?
Pra ilustrar este prêmio a fidelidade e possível rompimento aos infiéis, já foram trocados os Ministérios da Saúde com Alexandre Padilha e Ministério das Relações Institucionais com Gleise Roffmann.
Quais outros Ministérios serão reestruturados? Qual outro partido será fiel aliado e premiado com um Ministério?
Para exemplificar esta hipótese, o nome de Guilherme Boulos do PSOL já está circulando como possível novi ministro, justamente pela aliança fiel ao governo Lula e uma forma de pressionar o PSOL a manter alinhamento com o PT.
E os outros partidos? Se não forem fiéis nos votos e no apoio a Lula, perderam Ministérios? Ficarão sem emendas?
Política é uma ciência humana e cheia de reviravoltas, não tem previsão certa e seu sucesso vem das análises dos fatos e dados já ocorridos. Porém a dúvida existe:
Irá Lula romper com o centrão e concentrar mais poder no PT e aliados? Ou irá o centrão se somar a Lula em obediência e fididade para ter poder ministerial e emendas parlamentares?
@contexto.inf @profsta
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