
Santa Casa de Cianorte (Fundhospar) tem Crise Financeira Após Atrasos de Verbas Públicas
A Santa Casa de Cianorte, gerida pela Fundação Hospitalar do Paraná (Fundhospar), enfrenta uma crise financeira em 2025 devido a atrasos nos repasses de recursos por parte do Consórcio Intermunicipal do Centro Norte Paranaense (CICENOP), responsável por intermediar verbas do SUS na região. A Fundhospar alega que os repasses estão pendentes desde o final de 2024 e prejudicaram o pagamento de funcionários e fornecedores, além de comprometer o atendimento à população.
Atrasos do CICENOP e Impacto na Saúde Pública – De acordo com a Fundhospar, o CICENOP deixou de repassar verbas no último trimestre de 2024 e este atraso impactou a manutenção das operações hospitalares e pagamento de funcionários e fornecedores. A entidade afirma que os atrasos inviabilizaram o pagamento de salários em 2025 e que fornecedores podem suspender entregas de insumos hospitalares por falta de pagamento.
Se os recursos não chegarem até esta 2ªfeira 24/Março, o hospital não receberá novos pacientes que precisarão se deslocar para outros hospitais de Cianorte ou região. Os internados continuarão a ser atendidos, mas suas transferências serão analisadas caso a caso.
A alegação, porém, é contestada pelo consórcio Cicenop que declarou através do prefeito de Cianorte e presidente do Cicenop que realizou repasses na ordem de +R$11 milhões de Reais em 2024, acima dos R$9 milhões orçados pela Fundhospar e que não há motivos para ter atrasos nos pagamentos de funcionários e fornecedores pelo hospital.
Consequências – A crise já afeta diretamente o cotidiano do hospital. Funcionários relataram que salários de Janeiro e Fevereiro seguem em atraso. “Estamos trabalhando há meses sem saber quando seremos pagos e muitos colegas vão parar o trabalho agora em Março“, disse um médico sob anonimato.
Contexto Histórico e Reações – Não é a primeira vez que o atraso em repasses financeiros e a discussão sobre valores ocorrem entre a gestão da Fundhospar e políticos cianortenses. O debate público se tornou cada vez mais acalorado nos últimos 4 anos, tanto que se ouve e lê em grupos de redes sociais que a direção do Cicenop quer trocar a gestão da Fundhospar que se estende a mais de 10 anos com mesmos líderes para reduzir os conflitos e facilitar o diálogo. Porém, apesar do debate público, ainda não há evidência real de falha ou fraude na gestão atual da Santa Casa de Cianorte.
É fato que a saúde precisa cada dia mais de recursos públicos e que hospitais filantrópicos ou sem fins lucrativos dependem cada vez mais de aportes/repasses governamentais para pagarem seus atendimentos e funcionarem com qualidade. Mas também me preocupa o boato de que há uma intenção oculta de trocar a atual gestão para inserir aliados em cargos privados de alto interesse público e que movimentam milhões de Reais todo ano. Por isso a dúvida:
A Crise da Santa Casa é Dinheiro Curto? Ingerência? ou Politicagem?
O Portal da Transparência da Fundhospar, principal canal de prestação de contas da entidade publica dados do orçamento e a Santa Casa de Cianorte responde por +65% dos atendimentos de alta complexidade na região, mas a crise financeira e a falta de insumos colocam vidas em risco. A população exige soluções imediatas.
Entre as soluções propostas há quem sugira uma CPI dos vereadores para investigar os detalhes, outros sugerem auditoria independente e outros ainda sugerem uma intervenção de entidade maior estadual ou federal, inclusive do Ministério Público.
Provocados pela polêmica, alguns vereadores de Cianorte já se manifestaram publicamente como Rafael Araujo (PL), Victor Hugo Davanço (Podemos) e Coronel Elias (PP). Até uma reunião do Ministério Público com vereadores já ocorreu onde o entendimento geral foi de que o repasse de valores pelos municípios e Cicenop deve ser retomado em um sistema de partilha e compensação da bem defasada tabela SUS.
Na próxima 2ªfeira 24/Março na reunião ordinária da Câmara Legislativa de Cianorte às 17h o prefeito de Cianorte e presidente do CICENOP Marco Franzato irá ocupar a tribuna da casa para esclarecer algumas dúvidas.
Há que ser ter maturidade e ouvir de modo imparcial e justo todos os argumentos. Porém, identificada negligência real ou má fé de algum dos envolvidos, o Ministério Público e Vereadores precisam agir com seriedade sem proteger nem perseguir ninguém. Não é justo que a população sofra por caprichos ou manobras estranhas sejam elas de quem for.
Queremos Saúde e Justiça!
@contexto.inf @profsta
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