Dez Pautas Estratégicas à Educação do Paraná

Compartilhe

Dez Pautas Estratégicas para a Educação Paranaense: Em meio ao esgotamento do modelo de aplicativos e às tensões sobre a privatização da gestão escolar, as diretrizes do Prof. Stallone Ribeiro propõem uma virada de chave focada no fator humano e na soberania pública.

O ano de 2026 consolidou um divisor de águas para a educação pública no Paraná. De um lado, o estado colhe os reflexos de anos de intensa digitalização e introdução de modelos de parcerias privadas. De outro, a comunidade escolar manifesta cansaço com a burocratização e a perda de autonomia pedagógica. É neste cenário de disputa de visões que o plano do Prof. Stallone Ribeiro ganha força, apresentando dez propostas estruturais desenhadas para responder diretamente às principais crises que afetam as salas de aula paranaenses.

Abaixo, detalhamos cada uma das pautas, o problema crônico que visam resolver e a solução proposta:

1. Valorização Real na Carreira Docente – O Problema: O Paraná enfrenta uma crise velada de evasão de talentos da educação. O achatamento salarial das últimas tabelas e a falta de reajustes reais acima da inflação fizeram com que muitos professores experientes abandonassem a rede estadual, enquanto os novos concursos atraem cada vez menos candidatos.

A Solução: Garantir uma valorização real em toda a carreira, da base ao topo. A proposta assegura que o ganho real de salário não fique restrito apenas aos níveis iniciais, recompondo o poder de compra de toda a categoria e tornando o magistério paranaense atraente novamente.

2. Plano de Títulos (Especialização, Mestrado e Doutorado) – O Problema: O atual plano de carreira desestimulou a busca por pós-graduações, já que os mecanismos de avanço por titulação foram engessados ou limitados por travas fiscais. Professores investem do próprio bolso em mestrados e doutorados, mas não veem o retorno financeiro e o reconhecimento correspondente no contracheque.

A Solução: Resgatar e blindar o Plano de Títulos. A proposta reestabelece incentivos financeiros automáticos e expressivos para quem se qualifica, entendendo que um corpo docente com mais mestres e doutores eleva diretamente a qualidade científica e pedagógica das escolas.

3. Hora-Atividade de 33% sobre as Aulas (na Escola) – O Problema: Atualmente, o cálculo da hora-atividade utiliza a “hora-relógio” (60 minutos) em vez da “hora-aula”, o que espreme o tempo de planejamento do professor. Na prática, o docente leva pilhas de trabalho para corrigir e planejar em casa, sacrificando seu período de descanso sem remuneração.

A Solução: Fixar a Hora-Atividade em 33% do total de aulas, calculada estritamente sobre a regência. A regra exige que esse período seja cumprido dentro da própria escola, garantindo que o professor trabalhe e planeje em seu horário de expediente, separando a vida profissional da pessoal.

4. Monitoramento Disciplinar e Proteção ao Professor — O Problema: Casos de indisciplina, desacato e violência verbal ou física contra professores dispararam nos últimos anos. O sentimento geral nas escolas é de desamparo jurídico e pedagógico, onde a direção muitas vezes carece de ferramentas legais rápidas para cessar comportamentos que destroem a dinâmica da sala de aula.

A Solução: Acreditando na justa cidadania, aprendizagem significativa e recuperação contínua, paralela e diversificada, tanto na área acadêmica quanto na social, precisamos criar um “Plano de Monitoramento Sistemático das Ocorrências Discentes”. Diante de agressões, desacatos ou reincidência em tumultos, o protocolo deverá prever o encaminhamento dos 5 ou mais registros a transferências compulsórias ou o acionamento direto de delegacias e do Ministério Público (MP) por atoss infracionais, retirando o peso das costas do professor e protegendo o direito de aprender dos demais estudantes.

5. Gestão 100% Própria (Revisão das Terceirizações) – O Problema: A forte expansão de programas como o “Parceiro da Escola” transferiu a gestão administrativa e financeira de dezenas de colégios públicos para empresas privadas. Críticos apontam que a busca pelo lucro empresarial acaba precarizando serviços internos e retirando a autonomia da comunidade local. Há que se considerar que Recursos Públicos sejam investidos na Sociedade e não sejam fonte de riquezas a grupos empresariais anônimos.

A Solução: A defesa de que “Esscola Ideal é Escola Própria”. O plano veda qualquer tipo de terceirização ou parceria privada na gestão escolar. Prédios e administrações devem ser 100% públicos e geridos pelo próprio Estado, sob o argumento de que áreas sociais estratégicas não combinam com a lógica de lucros anônimos.

6. Plataforma Educacional como Apoio, Não Obrigação – O Problema: A chamada “ditadura dos aplicativos”, além de drenar bilhões de Reais em aluguéis de sistemas e plataformas, também virou motivo de exaustão no Paraná. Professores e alunos são cobrados e ranqueados por metas de cliques e tempo de tela em plataformas digitais diversas. O processo virou uma automação mecânica de tarefas, onde o cumprimento de cotas de uso do software importa mais do que a fixação real do conteúdo, e a Aprendizagem Real não se manifesta em números de acessos ou tarefas. Vide o estudo “A Influência do Desafio Paraná / Quizzzes na Aprendizagem” onde os estudantes precisam acertar 20 tarefas para aumentar 1 ponto na média escolar…

A Solução: Tornar as plataformas digitais estritamente ferramentas de apoio pedagógico, e não obrigatórias. O plano prevê uma revisão profunda nos contratos milionários com essas empresas e auditoria de eficiência, devolvendo ao professor o poder de decidir qual a melhor metodologia para sua turma.

7. Climatização Universal (Projeto “Clima de Aprender”) – O Problema: Com as ondas de calor extremo que têm atingido o Paraná, salas de aula de alvenaria ou pré-moldadas transformam-se em verdadeiras estufas. Estudar ou ensinar sob temperaturas superiores a 35°C causa sonolência, queda no rendimento e problemas de saúde. Além disso, a fiação antiga da maioria das escolas não suporta a instalação de aparelhos de ar-condicionado.

A Solução: O programa Clima de Aprender, que garante ar-condicionado em todas as salas de aula da rede. O projeto inclui a reforma imediata das subestações elétricas, padrões de energia e fiação de todas as escolas para suportar a carga de climatização.

8. Telhados como Usinas Solares Públicas – O Problema: A conta de energia da máquina pública estadual é altíssima, drenando recursos que poderiam ir para a merenda ou insumos. Ao mesmo tempo, a população paranaense sofre com tarifas de energia elevadas.

A Solução: Transformar todo telhado de prédio público em uma usina solar pública. A energia gerada abastecerá as escolas climatizadas e, de forma inovadora, o excedente de eletricidade será injetado na rede e seu valor rateado entre os consumidores finais do estado, reduzindo o valor da conta de luz diretamente no bolso do cidadão.

9. Expansão Acelerada da Escola Integral Própria – O Problema: O avanço das escolas em tempo integral no estado esbarra, muitas vezes, na falta de estrutura adequada (escolas sem refeitório, sem espaço para descanso ou atividades esportivas). Além disso, jovens de periferia que ficam ociosos no contraturno tornam-se alvos fáceis para o aliciamento do crime organizado.

A Solução: Expansão gradativa, porém acelerada, de Escolas Integrais em prédios próprios e planejados da rede, inclusive nos municípios. O foco é garantir aprendizado real e cuidado integral, tratando a permanência do aluno na escola como uma política eficiente de segurança pública e inclusão: “Criança na escola é criança longe do crime“.

10. Revisão das Escolas Cívico-Militares – O Problema: O modelo cívico-militar, ampliado significativamente no Paraná, recebe críticas pelo alto custo de manutenção dos militares da reserva nas escolas e por focar excessivamente no controle disciplinar estético (cabelo, uniforme, postura), sem demonstrar, em termos pedagógicos globais, uma evolução superior às escolas tradicionais bem estruturadas. Há também sucessivasssss denúncias de condutas inaddequadas de agentes que treinados à Segurança, não se adaptam na Educação.

A Solução: Submeter todas as Escolas Cívico-Militares a uma revisão rigorosa. O objetivo é avaliar a eficiência dos gastos, o impacto real no aprendizado e decidir pela manutenção, readequação ou descontinuidade do modelo, priorizando o retorno do investimento para o formato civil tradicional.

Ainda há muito a se debater e construir em um diálogo horizontal transparente com a sociedade paranaense, afinal, nas palavras do professor Stallone Ribeiro:

Escola deve ser o Mehor Lugar do Mundo! Escola deve ser Lugar de Amizades!

@contexto.inf @profsta