
Cianorte: Câmara Abre Processo de Cassação Contra Presidente Victor Hugo Davanço – O cenário político de Cianorte atingiu seu ponto de fervura na tarde desta segunda-feira (27/Abril/2026). Por uma votação unânime de 8 a 0, a Câmara Municipal aprovou a abertura de uma Comissão Processante (CP) que pode culminar na cassação do mandato do atual presidente da Casa, o vereador Victor Hugo Davanço (Podemos).
Iniciativa Cidadã e Distanciamento Partidário – A denúncia foi protocolada por Elder Pirelli de França (Elder do Pátio) cidadão que integrou a chapa de candidatos a vereador pelo Progressistas (PP) em 2024, apoiando na época a candidatura majoritária de Rodrigo Guimarães (PL).
O caráter individual da ação foi reforçado por lideranças do próprio partido. O vereador Beto Nabhan, presidente do PP em Cianorte, afirmou que a iniciativa foi estritamente pessoal e que a executiva municipal não teve qualquer participação ou consulta prévia sobre o pedido.
No mesmo sentido, o Coronel Elias Ariel de Souza (PP), também vereador e sorteado como relator da comissão, confirmou que, apesar de pertencer à mesma chapa de Elder nas últimas eleições, não tinha conhecimento sobre o registro do pedido de cassação. O fato corrobora a tese de que o movimento partiu de uma decisão isolada de um cidadão, e não de uma estratégia articulada de grupo político.
Rigor e Imparcialidade na Relatoria – Ocupando a função de relator, o Tenente-Coronel Elias traz para a comissão o peso de sua trajetória na reserva da Polícia Militar do Paraná. Conhecido por declarações firmes contra qualquer tipo de ilícito, o parlamentar assegurou que conduzirá os trabalhos com total imparcialidade. O foco, segundo ele, será a defesa do devido processo legal, garantindo ao denunciado o amplo direito à defesa e ao contraditório.
O Peso da Operação Big Fish – Davanço é investigado no âmbito da Operação Big Fish, conduzida pela Polícia Civil, sob suspeita de envolvimento em um esquema de jogos de azar e lavagem de dinheiro. Embora não haja condenação em primeira instância, o Legislativo cianortense adotou o mesmo critério de rigor ético aplicado ao ex-vereador Rafael Araújo (PL), entendendo que a prisão e as graves suspeitas configuram, em tese, quebra de decoro parlamentar.
Futuro Incerto: Renúncia ou Inelegibilidade? – A Comissão Processante, presidida pelo vereador Robson Fagundes, tem o prazo legal de 90 dias para apresentar o relatório final, com previsão de encerramento antes de agosto de 2026.Atualmente afastado por licença médica, Victor Hugo Davanço enfrenta um dilema estratégico. Boatos sugerem uma possível renúncia para preservar sua imagem e focar na defesa jurídica. No entanto, a estratégia pode ser ineficaz contra a inelegibilidade.
Seguindo o entendimento da Lei da Ficha Limpa (aplicada em casos de repercussão nacional como o de Deltan Dallagnol), a jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indica que a renúncia de parlamentar após o protocolo de pedido de cassação não interrompe os efeitos da inelegibilidade por oito anos. Assim, mesmo fora do cargo, o atual presidente poderá enfrentar as mesmas restrições eleitorais que tentaria evitar com a saída antecipada.
Caso Davanço se licencie por mais de 120 dias, seja cassado ou renuncie, seu primeiro suplente no Podemos é Fábio Juliano.
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