
PGR denuncia grupo bolsonarista por tentativa de golpe e destaca papel da delação de Mauro Cid
A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou nesta semana uma denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusando-os de integrar uma “organização criminosa” que planejou um golpe de Estado para manter o ex-mandatário no poder após as eleições de 2022. O documento destaca informações obtidas por meio da delação premiada do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, além de evidências coletadas em outros processos em andamento.
Pontos da delação de Mauro Cid:
- Rascunho do golpe: Cid relatou a existência de um documento que previa o fechamento do Congresso e do STF, além da convocação de novas eleições. O texto teria sido discutido em reuniões no Palácio da Alvorada.
- Certificados de vacinação falsos: O militar confirmou a participação de Bolsonaro na falsificação de seus próprios certificados de vacinação contra a COVID-19, além de admitir sua própria atuação para inserir dados incorretos no sistema do Ministério da Saúde.
- Venda de joias recebidas como presente: Cid detalhou o esquema de venda de joias recebidas pelo governo saudita, que deveriam ser incorporadas ao patrimônio público, mas foram negociadas ilegalmente nos EUA.
Elementos de outros processos e investigações:
- Material apreendido em buscas: A PGR citou mensagens de aplicativos como Telegram e Signal, coletadas em operações da Polícia Federal, que mostram a articulação de militares da reserva e aliados civis para desacreditar as eleições e justificar uma intervenção.
- Relatos de auditores do TSE: Investigadores do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contestaram a tese de fraude eleitoral apresentada pelo grupo, reforçando que não houve irregularidades nos sistemas de votação.
- Ações de autoridades públicas: A denúncia menciona o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o advogado Filipe Martins (ex-assessor de Bolsonaro) como participantes do suposto plano, com base em provas como agendas sigilosas e reuniões estratégicas.
- Operações financeiras: Dados de quebras de sigilo bancário e fiscal apontaram movimentações suspeitas ligadas a financiamento de atos antidemocráticos.
Contexto: A PGR pede o indiciamento dos envolvidos por crimes como organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e inserção de dados falsos em sistemas públicos. O caso agora será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator das investigações no STF.
Repercussão: A defesa de Bolsonaro nega as acusações, classificando-as como “perseguição política”. Já a delação de Cid, homologada em 2023, segue sendo um dos pilares da investigação, com novos depoimentos previstos para os próximos meses. Enquanto isso, outros processos paralelos, como o das joias e o dos ataques às urnas, continuam em tramitação.
Leia aqui a denúncia da PGR contra o grupo Bolsonarista e a Delação de Mauro Cid. Anexos abaixo.
@contexto.inf @profsta
Entre em Nosso grupo WhatsApp e receba as Notícias em Primeira Mão: Clique Aqui
Denúncia da PGR (Processo no STF), depoimentos de Mauro Cid e documentos anexados aos autos.
Leia Aqui: Denúncia PGR a 34 pessoas do Grupo Bolsonaro
Leia Aqui: Delações Mauro Cid (1 a 4 em arquivo único)

Compartilhe
Compartilhe: