Detalhes: Denúncia da PGR contra grupo Bolsonaro e Delação de Mauro Cid Completos Aqui

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PGR denuncia grupo bolsonarista por tentativa de golpe e destaca papel da delação de Mauro Cid

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou nesta semana uma denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusando-os de integrar uma “organização criminosa” que planejou um golpe de Estado para manter o ex-mandatário no poder após as eleições de 2022. O documento destaca informações obtidas por meio da delação premiada do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, além de evidências coletadas em outros processos em andamento.

Pontos da delação de Mauro Cid:

  1. Rascunho do golpe: Cid relatou a existência de um documento que previa o fechamento do Congresso e do STF, além da convocação de novas eleições. O texto teria sido discutido em reuniões no Palácio da Alvorada.
  2. Certificados de vacinação falsos: O militar confirmou a participação de Bolsonaro na falsificação de seus próprios certificados de vacinação contra a COVID-19, além de admitir sua própria atuação para inserir dados incorretos no sistema do Ministério da Saúde.
  3. Venda de joias recebidas como presente: Cid detalhou o esquema de venda de joias recebidas pelo governo saudita, que deveriam ser incorporadas ao patrimônio público, mas foram negociadas ilegalmente nos EUA.

Elementos de outros processos e investigações:

  1. Material apreendido em buscas: A PGR citou mensagens de aplicativos como Telegram e Signal, coletadas em operações da Polícia Federal, que mostram a articulação de militares da reserva e aliados civis para desacreditar as eleições e justificar uma intervenção.
  2. Relatos de auditores do TSE: Investigadores do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contestaram a tese de fraude eleitoral apresentada pelo grupo, reforçando que não houve irregularidades nos sistemas de votação.
  3. Ações de autoridades públicas: A denúncia menciona o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o advogado Filipe Martins (ex-assessor de Bolsonaro) como participantes do suposto plano, com base em provas como agendas sigilosas e reuniões estratégicas.
  4. Operações financeiras: Dados de quebras de sigilo bancário e fiscal apontaram movimentações suspeitas ligadas a financiamento de atos antidemocráticos.

Contexto: A PGR pede o indiciamento dos envolvidos por crimes como organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e inserção de dados falsos em sistemas públicos. O caso agora será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator das investigações no STF.

Repercussão: A defesa de Bolsonaro nega as acusações, classificando-as como “perseguição política”. Já a delação de Cid, homologada em 2023, segue sendo um dos pilares da investigação, com novos depoimentos previstos para os próximos meses. Enquanto isso, outros processos paralelos, como o das joias e o dos ataques às urnas, continuam em tramitação.

Leia aqui a denúncia da PGR contra o grupo Bolsonarista e a Delação de Mauro Cid. Anexos abaixo.

@contexto.inf @profsta

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Denúncia da PGR (Processo no STF), depoimentos de Mauro Cid e documentos anexados aos autos.

Leia Aqui: Denúncia PGR a 34 pessoas do Grupo Bolsonaro

Leia Aqui: Delações Mauro Cid (1 a 4 em arquivo único)