Tarifa Zero já é Realidade e Solução: Transporte por Km Rodado pode Evitar Crises

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Tarifa Zero no Transporte Coletivo Urbano: Um Antídoto para Greves e um Modelo Comprovadamente Mais Eficiente

Enquanto Maringá (PR) enfrenta greves por disputas tarifárias – com custo real por passageiro atingindo R$ 7,00 –, Cianorte (PR) oferece uma resposta inovadora: desde janeiro de 2023, a cidade paranaense implementou a Tarifa Zero, modelo que não só eliminou conflitos trabalhistas, mas revelou-se comprovadamente mais barato e socialmente transformador.

O segredo está no desenho do sistema. A prefeitura assume integralmente os custos, remunerando a operadora por quilômetro rodado, com valores auditados pela Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP).

O investimento saltou de R$ 41 mil para R$ 400 mil mensais, mas os resultados redefiniram a economia do transporte: o custo por passageiro caiu 38,9% (de R$ 5,81 para R$ 3,55), graças à economia de escala – com a demanda quase dobrando (+99%) em um ano – e à eliminação de custos com cobrança e evasão.

Para acesso, moradores e trabalhadores usam um cartão “Passe Livre”, garantindo controle do benefício. A estabilidade é outro pilar.

Cianorte registrou zero greves desde 2023, enquanto Maringá teve três paralisações no mesmo período. A explicação é técnica: ao transferir o risco financeiro para o município, o modelo acaba com conflitos por repasses tarifários – fonte recorrente de crises.

A operadora recebe valor fixo por quilômetro, focando em eficiência, não em disputas por receita incerta. Os impactos extravasam o transporte.

Estudos da NTU (2024) mostram que o dinheiro poupado pelos usuários – cerca de R$ 180 por habitante ao ano – impulsionou o comércio local.

A inclusão social ampliou-se: 45% dos passageiros são idosos ou estudantes. Até o meio ambiente ganhou: o tráfego de veículos particulares no centro caiu 15%, e a cobertura do transporte alcançou 98% do território – ante 52% em Maringá.

Claro, os desafios persistem. O subsídio municipal cresceu 870%, exigindo auditorias trimestrais e otimização de rotas (que reduziram 10% dos quilômetros ociosos em 2023).

Mas a eficiência é irrefutável: enquanto Maringá mantém custos de R$ 7,15 por passageiro (tarifa + subsídios), Cianorte opera com R$ 3,55.

Para cidades médias, a lição é clara: quando o transporte é tratado como direito social financiado por orçamento transparente, todos ganham – usuários, trabalhadores e a cidade, que conquista mobilidade inclusiva, paz trabalhista e eficiência fiscal.

@contexto.inf @profsta

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Fontes: Prefeitura de Cianorte (2023), ANTP (2024), NTU (2024), IPARDES (2024).