STF decide se Partidos podem reaver mandatos de Governadores e Senadores que Trocaram de Siglas

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STF decide se partidos podem reaver mandatos de governadores e senadores que trocaram de siglas em julgamento histórico que segue no plenário virtual até 22 de agosto. O Supremo Tribunal Federal (STF) analisa a extensão da fidelidade partidária a todos os cargos eletivos do Brasil.

A ação, movida pelo PSDB com apoio de PSB e MDB, questiona por que apenas deputados e vereadores perdem o mandato ao trocarem de partido sem justa causa. O artigo 22-A da Lei 9.096/1995, que atualmente protege a legenda de deserções no Legislativo proporcional, pode ter seu escopo ampliado para governadores, senadores e até o presidente da República.

A essência do debate reside na natureza do mandato político: embora eleitos por votos individuais, os candidatos dependem integralmente da estrutura partidária para financiamento, suporte jurídico e chancela programática. Se o partido fornece esses pilares, é coerente que detenha o direito de reaver o mandato quando o político rompe o vínculo sem justificação. Ao abandonar a sigla que o elegeu, o agente público desestabiliza o sistema de representação que o legitimou.

Nove governadores estão na mira desta interpretação, incluindo João Azevêdo (PSB→Cidadania→PSB), Cláudio Castro (PSC→PL) e os recentes Eduardo Leite e Raquel Lyra (PSDB→PSD).

No Senado, os 27 casos documentados abrangem desde o presidente Rodrigo Pacheco (DEM→PSD) até Zequinha Marinho (PSC→Podemos), passando por Fabiano Contarato (Rede→PT) e Soraya Thronicke (PSL→Podemos).

Quanto ao risco de instabilidade, a solução não é manter a impunidade, mas aplicar a regra prospectivamente: a fidelidade deve valer para futuros mandatos, com transição planejada para evitar vacâncias sem suplência direta.

O veredito do STF fará justiça ao princípio basilar da democracia partidária: o mandato pertence à legenda, o político é seu representante, não proprietário. A exceção? Janelas legais ou justa causa comprovada.

@contexto.inf @profsta

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Lista dos governadores e senadores que trocaram de partido e estão sob analise no STF:

Governadores que trocaram de partido

Flávio Dino (MA): do PC do B para o PSB

João Azevêdo (PB): do PSB para o Cidadania (e retornou ao PSB)

Cláudio Castro (RJ): do PSC para o PL

Wilson Lima (AM): do PSC para a União Brasil

Antonio Denarium (RR): do PSL para o PP

Carlos Moisés (SC): do PSL para o Republicanos

Mauro Carlesse (TO): do PHS para o DEM (atual União Brasil)

Eduardo Leite (RS): do PSDB para o PSD

Raquel Lyra (PE): do PSDB para o PSD

Senadores que trocaram de partido

Alessandro Vieira (SE): da Rede para o MDB

Chico Rodrigues (RR): do DEM para o PSB

Cid Gomes (CE): do PDT para o PSB

Cleitinho (MG): do PSC para o Republicanos

Eduardo Girão (CE): do Pros para o NOVO * Eduardo Gomes (TO): do Solidariedade para o PL

Eliziane Gama (MA): do Cidadania para o PSD

Fabiano Contarato (ES): da Rede para o PT

Flávio Arns (PR): da Rede para o PSB

Flávio Bolsonaro (RJ): do PSL para o PL

Izalci Lucas (DF): do PSDB para o PL

Jorge Kajuru (GO): do PRP para o PSB

Leila Barros (DF): do PSB para o PDT

Lucas Barreto (AP): do PTB para o PSD

Mara Gabrilli (SP): do PSDB para o PSD

Márcio Bittar (AC): do MDB para a União Brasil

Marcos do Val (ES): do Cidadania para o Podemos

Marcos Rogério (RO): do DEM para o PL

Mecias de Jesus (RR): do PRP para o Republicanos

Nelsinho Trad (MS): do PTB para o PSD

Oriovisto Guimarães (PR): do Podemos para o PSDB

Randolfe Rodrigues (AP): da Rede para o PT

Rodrigo Pacheco (MG): do DEM para o PSD

Soraya Thronicke (MS): do PSL para o Podemos

Styvenson Valentim (RN): da Rede para o PSD

Vital do Rêgo (PB): do PSB para o MDB

Zenaide Maia (RN): do PHS para o PSD

Zequinha Marinho (PA): do PSC para o Podemos