Urnas Eletrônicas: Qual a Polêmica se Nunca Houve fraude Comprovada?

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7 de mai. de 2022 – Urnas Eletrônicas: Qual a polêmica Se Nunca Houve fraude Comprovada?

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, afirmou no último domingo que vê as Forças Armadas sendo orientadas para atacar o processo eleitoral.

Durante sua participação em um seminário promovido por uma universidade alemã, Barroso disse que o Brasil é um dos países que testemunha a ascensão do populismo autoritário e relembrou episódios como o desfile de tanques na Esplanada dos Ministérios e os ataques do presidente Jair Bolsonaro às urnas eletrônicas.

Segundo Barroso, existe uma tentativa de levar as Forças Armadas ao “varejo da política”. Para ele, é importante que os comandantes militares evitem esse tipo de contaminação.

O ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, disse ser “irresponsável” e “ofensa grave” a afirmação de que existe orientação para que as Forças Armadas façam ataques ao sistema eleitoral brasileiro.

Oliveira, que foi colocado no cargo há menos de um mês pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), disse: “O Ministério da Defesa repudia qualquer ilação ou insinuação, sem provas, de que elas teriam recebido suposta orientação para efetuar ações contrárias aos princípios da democracia”, afirmou o ministro da Defesa.

Vira e mexe alguém volta a tentar colocar em xeque a segurança das urnas eletrônicas, processo utilizado no Brasil para escolhermos nossos representantes. O atual presidente é uma dessas pessoas, mas não apenas. As Forças Armadas enviaram mais de 80 questionamentos ao TSE, o Tribunal Superior Eleitoral, sobre o funcionamento das urnas, reforçando a posição de Bolsonaro.

Em vez de ficar discutindo quem tá certo e quem tá errado nessa história toda, decidimos explicar, afinal, como funciona a urna eletrônica e por que ela é, sim, segura. Bora descobrir?

O Brasil tem o melhor sistema eleitoral do Mundo? É o que acreditam alguns pensadores. Eles afirmam que criticar a Urna Eletrônica é “síndrome do vira-lata”, ou seja, menosprezar o que é do Brasil, geralmente dizendo “Se o Brasil faz isso, então está errado ou não presta”.

Então bora apresentar alguns números sobre Urnas Eletrônicas: o voto eletrônico é adotado por pelo menos 46 nações. Sete agências de checagem confirmaram que essa informação é confiável. São 46 países que também usam votos eletrônicos (TSE).

A Urna eletrônica foi usada pela primeira vez em 1996 e são 10 etapas de auditorias, sempre públicas, inclusive com testes de invasão hackers. Os testes são públicos e acompanhados por por todos os partidos políticos que quiserem, polícia federal e vários profissionais da justiça e do governo.

A principal auditoria é chamada “teste de integridade” onde 100 urnas eletrônicas são sorteadas 1 dia antes das eleições e enviadas ao TRE. Lá uma empresa de auditoria Independente faz os testes que são públicos e qualquer cidadão pode acompanhar.

Nas auditorias tudo é gravado e público. Até hoje, nunca foi detectado nenhum problema nas urnas durante as auditorias.

Outro aspecto fundamental é que as Urnas Eletrônicas não são conectadas a internet. A transmissão de dados é por pen-drive e via Intranet, uma rede própria do sistema eleitoral. Isso indica que é impossível fraudar uma Urna eletrônica a distância, nem por cabo, nem por wi-fi.

Para fraudar uma Urna Eletrônica, tem que ser presencialmente e o hacker deve fazer isso em um longo tempo, na frente dos eleitores, mesários e todos os que trabalham nas eleições… Difícil heinm! … Ou ele compra e corrompe todos, ou não consegue.

Desacreditar o sistema eleitoral é tática comum de governos autoritários para tentar se manter no poder ou medo de perder as eleições quando as pesquisas indicam o outro como preferido.

Sempre que alguém disser que as urnas eletrônicas não são seguras, pergunte como? Você vai ver que não há argumentos, só fofocas e informações plantadas por grupos maldosos com interesses estranhos.

Desde 1996 até hoje, são mais de 25 anos com nenhuma fraude comprovada quanto a urnas eletrônicas. As fraudes comprovadas eram nos papéis nas eleições mais antigas.

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