Noroeste do Paraná: Nova Fronteira do Desenvolvimento? Logística

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17 de out. de 2022 – Neste 17 de Outubro de 2022, quase no fim de uma corrida eleitoral marcante pelo duelo das ideologias e paixões alienantes, precisamos retomar nosso Foco. Independente de quem ganhe a maioria dos votos e se torne a maior autoridade civil do Brasil, convoco-os a olhar mais pra nossas cidades, em especial o Noroeste do Paraná.

Nossa localização é estratégica do ponto de vista logístico, pois estamos a poucos quilômetros da Fronteira do Mercosul (Argentina e Paraguai) e também colados no Estado mais rico do Brasil (São Paulo), Estamos bem alimentados por rodovias que conectam várias regiões do Brasil, temos um clima tropical úmido onde os solos férteis produzem o ano todo. Além da agropecuária forte, temos uma gente honesta e trabalhadora, um exército popular capaz de produzir riquezas e acelerar o desenvolvimento.

Porém quando observamos outras cidades em outras regiões, nota-se que o arranjo produtivo local (deles) foi mais eficiente. Seja pela iniciativa privada ou política, regiões como a Capital e o Norte pioneiro se destacam pelo pioneirismo industrial e longevidade que depois de muitas tentativas, acertos e erros, encontraram sua vocação econômica.

O Noroeste do Paraná apesar de sua “juventude” também tem sua vocação bem definida: polo agropecuário com destaque atual às carnes, leite, etanol e açúcar. Mas o que me inquieta não se resume em perfil econômico, demográfico ou cultural da regiões e sim às forças políticas que agem de modos diferenciados e por isso conquistam resultados diferentes. Talvez pela expertise de alguns ou lentidão de outros, temos algo a menos que nos deixa quase esquecidos e por isso “atrasados” na comparação.

Vejamos a nova Ferroeste que ligará a região de Curitiba, Ponta Grossa, Guarapuava, Cascavel, Foz e Guaíra, todas no Paraná ao Mato Grosso do Sul e o Mercosul ao porto de Paranaguá, um dos mais importantes do Brasil. Obra faraônica de suma importância para escoar safras agrícolas do Centro-Oeste ao Atlântico e ao mundo do comércio global.

Agora meu desconforto: Por que o Sul e Sudoeste do Paraná conseguiram uma obra de infraestrutura tão importante e a região Noroeste que já tem a “FerroNorte” a ferrovia de Cianorte que se liga a Maringá, Apucarana, Ponta Grossa e ao Porto de Paranaguá, não? Por que se estuda, projeta e se destinam bilhões à nova ferroeste e a Velha FerroNorte se mantem esquecida? Falta interesse social? Falta interesse político? Falta o que?

Em resumo, para Cianorte se tornar um polo de desenvolvimento local, regional e referência global, precisamos articular poderes econômicos, políticos e culturais em uma malha de projetos a começar pela logística como reativar a “FerroNorte” a ferrovia de Cianorte para cargas, passageiros e turismo;

Precisamos buscar a duplicação da Pr 323 sem os pedágios caros da velha concessão nem os novos que preveem 4 praças de pedágios em menos de 166km;

Precisamos desenvolver hidrovias no rio Ivaí e rio Paraná para pesca, lazer, expedições turísticas, barcos-hotéis. Neste último, rio Paraná, pela vasão constante é possível também a instalação de HidroPortos (aeroportos fluviais) para hidroaviões, atraindo investimentos, desenvolvimento, turismo e logística moderna.

Utopia? Não! trata-se apenas da visão estratégica de desenvolvimento econômico, social e cultural capazes de resgatar o Noroeste do Paraná como polo de desenvolvimento.

Só falta uma atitude! Força Política? Força Econômica? Não! … É Visão!

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