
Cianorte tem Novo Dilema para Reduzir Calor em Escolas Municipais: Ar-Condicionados ou Climatizadores? A Solução pode ser uma Usina Solar Pública
Em Cianorte, Noroeste do Paraná, marcada por verões quentes e úmidos, a busca por soluções de climatização em escolas municipais para reduzir o calor e melhorar o clima de aprendizagem virou um desafio técnico e financeiro.
Com temperaturas que atingem +35°C e umidade acima de 70%, os climatizadores, apesar do custo inicial baixo, se mostram ineficazes, reduzindo a temperatura em apenas 2°C a 5°C. Sem contar o ruído que pode atrapalhar a concentração das crianças estudantes e os “buracos” em paredes ou janelas para instalações destes grandes ventiladores que usam água para tentar reduzir as temperaturas e nem sempre conseguem.
Já os ar-condicionados embora eficientes, demandam investimentos altos por escola, além de exigirem possíveis ampliações na rede elétrica em algumas escolas, como novos transformadores, que podem custar até R$ 100 mil por unidade.
Mas uma economia criativa, verde, limpa, sustentável e lucrativa é possível! A energia solar surge como uma alternativa viável para viabilizar os ar-condicionados, reduzir custos, gerar riquezas e ainda melhorar o clima de aprendizagem.
Um sistema de cerca de 50 placas solares por Escola pode gerar 3.600 kWh/mês, cobrindo até 70% do consumo dos aparelhos e reduzindo custos em R$ 120 mil/ano. Porém, o retorno do investimento (payback) pode levar até 14 anos sem subsídios. Já se o projeto for em parcerias com as Cooperativas de Energias podemos otimizar os créditos de energia excedentes, vender a sobra elétrica no mercado brasileiro e arrecadar ainda mais recursos pro município com um investimento que em menos de 10 anos se paga e depois só lucro. A taxa média de até 30% sobre os ganhos pode diminui o lucro das Escolas para R$ 10 mil/ano.
A solução mais promissora, segundo a análise de Stallone Ribeiro (@profsta), é a centralização do investimento pelo município de Cianorte com uma Usina Solar Pública de ao menos 500 kWp instalada em telhados de Escolas, UBS, estacionamentos públicos, quadras esportivas, ginásios, estádio e todos os outros prédios públicos municipais, ou ainda em áreas maiores especialmente destinadas a serem Usinas Solares.
Assim, Cianorte poderá reduzir em ao menos 13% os custos de instalação, eliminar taxas de intermediários e abater contas de energia de múltiplos órgãos ou ainda destinar o valor arrecadado para reduzir Iluminação Pública ou ainda mais: reduzir o IPTU. O excedente gerado, estimado em 216 mil kWh/ano, traria um retorno de R$ 172 mil/ano diretamente aos cofres municipais, com payback de 7 a 9 anos.
Enquanto climatizadores podem ser descartados por ineficiência no clima local, a combinação de ar-condicionados inverter de menor potência e energia solar centralizada aparece como o caminho mais equilibrado podendo economizar até 70% se cada Escola fizer o seu de modo independente e ainda trazer lucro financeiro a cidade após 10 anos.
Com subsídios federais e linhas de crédito de bancos públicos, emendas parlamentares, autarquia municipal ou projetos de PPP (Parcerias Público Privadas) para energia renovável, Cianorte tem a oportunidade de transformar seu desconforto térmico em um modelo de eficiência energética, desde que opte por gestão unificada e investimentos bem planejados e organizados. A decisão final, agora, depende da capacidade de articulação entre Prefeitura, agentes públicos locais, Escolas e agentes energéticos e políticos em geral.
Como destaquei, uma economia criativa, verde, limpa, sustentável e lucrativa é possível! E melhorar o clima de aprender reduzindo o calor das salas de aulas de milhares de crianças é urgente e mais fácil ainda de se resolver.
Leia a análise e os cálculos detalhados para uma usina solar, ar condicionado em todas as salas de aula e geração de riquezas no anexo desta matéria.
@contexto.inf @profsta
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