FerroNorte: Ferrovia de Cianorte soma debate sobre VLT de Curitiba, Trem Pé-Vermelho (Ldna-Mgá) e Trem Bala SP-RJ

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FerroNorte: Ferrovia de Cianorte soma debate sobre VLT de Curitiba, Trem Pé-Vermelho (Londrina a Maringá) e Trem Bala São Paulo ao Rio de Janeiro

Os trilhos da FerroNorte, que ligam Cianorte a Maringá, podem se transformar em um marco de desenvolvimento sustentável para o Noroeste do Paraná. Inspirado por iniciativas globais como o “Rail to Trail” (trilhas no trilhos EUA) e o Programa Vias Verdes (Espanha), que convertem ferrovias abandonadas em corredores ecológicos, o projeto iniciado pelo deputado Goura (PDT PR) busca revitalizar a antiga linha férrea para cicloturismo, integrando-a a uma rede de mobilidade verde.

Enquanto isso, em Curitiba, o debate se dá pelo VLT que surge como uma solução urbana inovadora, seguindo modelos internacionais de sucesso como Japão e China. Já em escala nacional, o Trem Bala entre São Paulo e Rio de Janeiro promete revolucionar o transporte interestadual, reduzindo o tempo de viagem para 1h30 e conectando quatro estações estratégicas.

O Norte do Paraná também planeja há anos o Trem Pé-Vermelho para conectar cidades entre Maringá e Londrina, em um trajeto de 150 km projetado para impulsionar a economia regional e melhorar a vida de mais de 2 milhões de pessoas. Com investimentos estimados em R$ 700 milhões, a proposta inclui a modernização de estações e a criação de uma infraestrutura segura e eficiente.

Como a FerroNorte, ferrovia entre Maringá a Cianorte já está ponta, o Trem Pé-Vermelho pode ampliar seu alcance em mais 87 km e assim somar mais cidades e milhares de habitantes, bem como se expandir até o Estado de São Paulo e se conectar ao projeto do trem-bala SP RJ.

“O Brasil precisa olhar para as ferrovias não apenas como um meio de transporte, mas como um eixo de desenvolvimento econômico e integração territorial”, afirma o geógrafo e professor Stallone Ribeiro. “Com investimentos em projetos como esses, o país pode criar alternativas logísticas aos pedágios, reduzir sua dependência do transporte rodoviário e se inserir de forma mais competitiva na economia globalizada.”

A expansão da FerroNorte até Guaíra é vista como uma oportunidade única. Ao conectar o Noroeste do Estado paranaense ao Rio Paraná e ao Mato Grosso do Sul, a ferrovia pode se tornar um corredor logístico vital para o Mercosul, facilitando o escoamento de produção agrícola, industrial, criar novos serviços e integrar a região a rotas internacionais. Projetos como a Rota do Ferro em Minas Gerais e a Ferrovia do Vinho no Rio Grande do Sul demonstram o potencial turístico e econômico dessas iniciativas, que combinam preservação histórica, desenvolvimento regional e sustentabilidade.

Aqui vale parabenizar a iniciativa do deputado Goura (PDT PR) que lancou o projeto Trilhas em Trilhos para aproveitar o trecho com esporte, turismo e sustentabilidade, mas vale somar que a reativação completa dos trilhos pode transformá-la em um eixo de crescimento econômico ainda mais relevante, seguindo exemplos como o Monon Trail Greenway (EUA) e a Munda Biddi Trail (Austrália). O desafio está lançado: transformar trilhos abandonados em caminhos para o futuro, unindo mobilidade, economia e preservação ambiental.

Da imagem de capa uma tristeza, a Estação Ferroviária de Cianorte foi demolida por projetos urbanísticos e imobiliários, assim esta história e o patrimônio ferroviário singular se perderam, porém ainda há soluções: Onde a ferrovia corta o perímetro urbano, se não for possível reaproveitar seu desenho e estações originais, podemos redesenhar o trajeto e construir túneis como em Maringá onde o trem se desloca sem qualquer entrave a vida metropolitana agitada.

Integrar a vida urbana às ferrovias, ampliando o modal além do transporte de cargas, podemos ganhar rotas esportivas e turísticas, um desenvolvimento econômico transversal e pleno.

O professor Stallone Ribeiro finaliza: Uma economia limpa, renovável, sustentável e lucrativa é possível. Basta agir com planejamento estratégico e integrar os diferentes setores da sociedade nos projetos que eles se efetivam.

Vale iniciar o debate de recuperar ferrovias pelo turismo ou esporte, mas também se faz urgente a integração paritária entre os governos municipais, estadual, federal, entidades econômicas de classe, associações comerciais, universidades, setores produtivos e governamentais da logística, infraestrutura, transporte, meio ambiente e turismo para desenhar um planejamento urbano, regional, estadual e nacional integrados, interdisciplinares e que se complementem em sinergia.

Leia também “Trilhas em Trilhos: Projeto visa Resgatar a FerroNorte com CicloTurismo

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Fontes: Documento “Trilhas em Trilhos” (Aliança Bike, 2025), Dados do TAV Brasil (2024), Projetos internacionais de cicloturismo (EUA, Espanha, Equador), Assessoria Dep Est Goura (PDT PR), Estudos históricos sobre ferrovias brasileiras.