Sustentabilidade: Da Compostagem à Adubos e Energias

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7 de nov. de 2022 – Todas as residências, escritórios e empresas de Estocolmo, capital da Suécia, serão obrigadas a separar e descartar os resíduos alimentares de todos os outros resíduos. A medida passa a valer a partir do dia 1° de janeiro de 2023.

A separação do lixo orgânico já é obrigatório para restaurantes, cantinas e outras empresas do ramo alimentício.

Não à toa, atualmente, 30% das sobras de alimentos dos habitantes de Estocolmo já são separados para se tornarem biofertilizantes e biogás, de acordo com o site Smart City Sweden. A ideia então é ampliar o potencial.

A Stockholm Vatten och Avfall, empresa responsável pela gestão de resíduos da cidade, aponta que 40% dos resíduos que vão parar no lixo são resíduos alimentares que poderiam ser transformados em insumos para a geração de energia.

A companhia levanta alguns dados interessantes para melhor compreensão:

– 5 quilos de comida desperdiçada podem abastecer um carro por quase um quilômetro e meio;

– As cascas de batata de uma família de seis pessoas geram biofertilizantes suficientes para cultivar batatas para um saco de batatas fritas para uma noite de diversão;

– O desperdício de alimentos de 3.000 pessoas é suficiente para operar um ônibus urbano por um ano inteiro.

No Brasil com estimados 215 milhões de habitantes, vinte vezes maior que a Suécia, ainda nos falta muito no quesito Sustentabilidade e tratar corretamente o Lixo é essencial para ser Sustentável. Falando de Lixo, das 2.315 unidades de disposição no solo, existem 1.114 unidades classificadas em 2019, como lixões, ou seja, 48,1%; 580 unidades classificadas como aterros controlados (25,1%) e 621 como aterros sanitários (26,8%).

Ou seja, de mais de 5568 municípios no Brasil, temos apenas 621 aterros sanitários (tecnicamente aceitáveis) Sustentáveis. Isso equivale a 11,15%.

Assim, uma jornada pela coleta seletiva (recicláveis e orgânicos), adaptação e ampliação dos aterros sanitários é urgente para se tratar adequadamente o lixo que além de matéria-prima (reciclagem), pode nos oferecer biofertilizantes a baixo custo e energia limpa e renovável com o biogás.

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