
Uma pesquisa recente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) revela um crescimento alarmante da violência nas escolas brasileiras. Entre 2013 e 2023, os casos registrados em ambientes escolares mais que triplicaram, saltando de 3,7 mil para 13,1 mil atendimentos hospitalares relacionados a agressões físicas, psicológicas, sexuais e automutilação, um aumento de 254%. Os dados, coletados em unidades de saúde públicas e privadas em todo o país, foram divulgados nesta semana (14/04) e acendem um alerta sobre a segurança no ambiente educacional.
Apenas em 2023, metade das ocorrências registradas envolveram agressões físicas, enquanto 23,8% foram casos de violência psicológica ou moral e 23,1% corresponderam a abusos sexuais. Chama a atenção o fato de que, em mais de 35% das situações, o agressor era alguém próximo da vítima, como um colega de classe ou conhecido.
De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o problema abrange desde conflitos interpessoais e bullying até episódios extremos, como o ataque a uma creche em Blumenau (SC) em abril de 2023, quando quatro crianças foram mortas. Além disso, situações como tráfico de drogas nas proximidades de escolas e tiroteios em regiões vulneráveis contribuem para a sensação de insegurança no ambiente educacional.
O professor Stallone Ribeiro, lembra que múltiplos fatores apontam para esse crescimento como o contexto socioeconômico das famílias e vizinhanças com altos índices de criminalidade nas periferias urbanas, a exemplos os constantes e repetitivos tiroteios no Rio de Janeiro que interrompem aulas e contaminam a comunidade, as altas temperaturas em salas sem ar condicionado que prejudicam o “clima de aprender”, pois calor, irritabilidade e violências estão diretamente vinculados, e também a desvalorização dos professores, pois 80% dos docentes já sofreram violência verbal, segundo o Inep.
As redes sociais também tem influência através dos discursos de ódio e a infraestrutura deficiente em equipamentos e serviços como demonstram dados do Qedu ao revelar que 42% das instituições públicas de ensino não contam com psicólogos ou assistentes sociais, o que dificulta a prevenção e o acompanhamento de casos de violências.
Para reverter esse cenário, são necessárias políticas integradas entre educação, saúde, justiça e assistência social, além de investimentos em mediação de conflitos e segurança no entorno escolar. Uma maior participação dos conselhos tutelares em Escolas públicas e privadas também é apontada como medida necessária para controle e redução das violências.
Escola é lugar de amizade, de aprendizagem e formação cidadã de responsabilidade do Estado, das famílias e de toda sociedade. Se não Educarmos nossas crianças agora, amanhã os problemas serão ainda maiores.
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