
Pé de Meia Será para Todos os Estudantes do Ensino Médio Público em 2026? O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou na sexta-feira (11/Julho) a meta de universalizar o programa Pé de Meia para todos os 6,3 milhões de estudantes do ensino médio público brasileiro a partir de 2026. A declaração ocorreu durante o lançamento do Indicador Criança Alfabetizada 2024.
Atualmente, o programa beneficia apenas 1,7 milhão de alunos (27% do total), limitados a jovens de famílias com renda per capita de até meio salário mínimo e matriculados em estados que aderiram ao programa. A expansão, portanto, representará um aumento de 4,6 milhões de beneficiários.
Investimento necessário:
Para viabilizar a universalização, o MEC estima necessidade de R$ 5 bilhões adicionais no orçamento de 2026. O valor atual do programa é de R$ 1,8 bilhão (2025). O ministro destacou articulações com o Congresso Nacional:
“Tenho debatido com os presidentes da Câmara e do Senado, e com a Comissão de Educação, a importância de garantir no orçamento do ano que vem os recursos para universalizar o Pé de Meia.”
Como funciona o programa:
O Pé de Meia oferece incentivo financeiro para combater a evasão escolar (que atinge 5,6% no ensino médio, segundo o Inep 2023). Os valores são:
R$ 200/ano (1ª série) R$ 300/ano (2ª série) R$ 400/ano (3ª série)
Pagos em duas parcelas semestrais, condicionados à frequência mínima de 80%.
Contexto e objetivos: Criado em 2023 como parte do Bolsa Família e renomeado em 2024, o programa visa:
- Reduzir desigualdades: 72% dos estudantes do ensino médio público são de famílias com renda per capita inferior a 1 salário mínimo (PNAD Contínua 2023).
- Combater a evasão: Principalmente entre jovens de baixa renda, que representam 60% dos que abandonam os estudos.
- Incentivar conclusão escolar: Apenas 64% dos brasileiros de 19 anos concluíram o ensino médio (Pnad Educação 2022).
Próximos passos: A proposta depende da aprovação do Congresso na Lei Orçamentária Anual (LOA) 2026. Caso confirmada, será o maior programa de incentivo à permanência escolar do Brasil, com potencial para impactar 1 em cada 4 jovens entre 15 e 17 anos.
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