
17 de fev. de 2023 – Gripe aviária já é a nova pandemia global e ameaça o Brasil. Com casos na Ásia, Europa e América do Norte, já chegou em 10 países da América do Sul e é ameaça constante ao Brasil que (ainda bem) segue livre da doença e investe em medidas adicionais para evitar surto.
A gripe aviária acomete tanto aves domésticas quanto silvestres. É causada por um vírus (H5N1) que pode sofrer várias mutações, por isso, o controle da doença no mundo exige muita atenção. Uma única notificação já gera alertas em órgãos nacionais e internacionais de controle de saúde animal e, dependendo da gravidade, pode resultar em barreiras sanitárias para a comercialização de produtos avícolas entre países.
Atualmente, o Brasil produz mais de 14 milhões de toneladas de carne de frango por ano, levando proteína de qualidade para 151 países e movimentando mais de R$100 bilhões de reais no valor bruto da produção, impactando diretamente a economia e a geração de emprego e renda para toda a cadeia produtora. No Brasil nunca se registrou casos de gripe aviária e seguimos investindo na manutenção das barreiras sanitárias para impedir a entrada do vírus por aqui. Desde o ano passado (2022), estão sendo registrados focos da doença em várias nações do mundo, e a gripe aviária já chegou na América do Sul nos últimos três meses, por isso, o governo brasileiro acendeu o alerta no país.
Além de prejuízos concentrados na produção avícola, a gripe aviária obriga a eliminar milhares de aves, tanto de corte como poedeiras. O sacrifício de milhões de aves na Europa e EUA tem causado desabastecimento de ovos e inflação na carne branca… No Brasil a situação é de alerta pela produção de carnes, exportações e também pelo risco social, pois duas infecções em humanos já foram confirmadas na América: a primeira em abril de 2022, nos Estados Unidos, e a segunda em 9 de janeiro de 2023, no Equador.
No caso de Gripe Aviária em Humano nos EUA, foi um homem no Estado do Colorado que abatia aves com a doença em uma fazenda, o contato direto com o vírus H5N1 permitiu o contágio. Como a avicultura é uma atividade intensiva no Brasil, apesar de tecnologias e automações, há contato direto de milhares de produtores com milhões de aves (média de 1/50 mil por granja), os alertas e cuidados preventivos devem ser elevados, tanto à economia avícola quanto à saúde humana.
A doença é transmitida por meio de excrementos, saliva e secreções nasais. Infecções foram identificadas em ursos, guaxinins e raposas, além de mamíferos marinhos, como os golfinhos. Os cientistas acreditam que esses animais podem ter ingerido pássaros doentes. Logo, a possibilidade de transmissão via ingestão eleva o alerta e a necessidade de cuidados.
A gripe aviária (H5N1) matou mais de 58 milhões de aves pelo mundo, ao menos 585 leões marinhos, principalmente nas Américas Central e do Sul, e uma fazenda inteira com 51986 visons (pequenos mamíferos semiaquáticos) na Espanha. Todas essas infecções foram identificadas a partir de outubro de 2022.
Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), disse na 4ª feira (8.fev.2023) que o espalhamento da gripe aviária para espécies de mamíferos deve ser monitorado de perto. Apesar de o risco para os seres humanos permanecer baixo, “não podemos presumir que continuará assim e devemos nos preparar para qualquer mudança no status quo”, alertou…
Em breve esta coluna “Stallone Ribeiro” aqui no Bisbi Notícias e na Revista CiaFm vão apresentar uma série de entrevistas com autoridades da saúde, agropecuária e produtores avícolas para trazer mais informações sobre o tema.

Compartilhe
Compartilhe: