
FERROESTE + FERRONORTE: ARTICULAÇÃO ESTRATÉGICA PODE COLOCAR O PARANÁ NA VANGUARDA LOGÍSTICA NACIONAL
Estudos validam proposta de geógrafo para integração ferroviária de 188 km entre Cianorte e Guaíra.
A reativação da FerroNorte (Ferrovia Cianorte a Maringá) e ampliação do trecho de 188 km entre Cianorte e Guaíra surge como projeto decisivo para transformar o Paraná em referência logística do Brasil.
A proposta do geógrafo e professor Stallone Ribeiro se respalda por estudos do Ministério dos Transportes, como a Nota Técnica nº 10/2025 da Secretaria Nacional de Transporte Ferroviário (SNTF), com dados concretos que comprovam sua viabilidade (anexa no final do texto).
Viabilidade Técnica e Econômica
Com investimento estimado em R$ 2,28 bilhões (R$ 12,1 milhões por quilômetro, conforme Tabela VALEC 2024), o projeto apresenta custo 47% inferior à média de novas ferrovias. Essa vantagem decorre da recuperação de 85% do leito existente entre Cianorte e Maringá (70 km) e da construção de apenas 188 km de novos trilhos até Guaíra.
O prazo de implantação de 4 anos é metade do previsto para a FerrOeste, conforme cronograma da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
A demanda garantida de 7,2 milhões de toneladas anuais de grãos e proteínas animais — originária de 18 municípios do noroeste paranaense e sul do Mato Grosso do Sul (Diagnóstico Logístico SEIL-PR/2023) — assegura retorno financeiro acelerado.
Estudos da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF/2024) projetam economia de 35% nos fretes em relação ao modal rodoviário que, com os novos pedágios no Paraná, tornam o anel ferroviário ainda mais útil para aumentar a eficiência do transporte com redução dos custos.
Complementaridade Operacional com a Ferroeste
Enquanto a Nova Ferroeste (380 km entre Guarapuava e Guaíra) demanda R$ 9,8 bilhões e enfrenta desafios em terrenos inéditos, a FerroNorte destaca-se pela eficiência: aproveita infraestrutura ociosa e reduz impactos ambientais em 60%, segundo Estudo de Impacto Ambiental da VALEC (2022).
A conexão física da FerroNorte com a FerrOeste em Guaíra, conforme proposto pelo professor Stallone Ribeiro, criará um anel ferroviário de 1.200 km, integrando Cascavel, Maringá, Londrina, Pinta Grossa, Curitiba, o Porto de Paranaguá e se conectando com outros Estados como Mato Grosso do Sul, São Paulo e países do Mercosul.
Essa malha reduzirá em 214 km a distância para escoamento de grãos do noroeste paranaense, potencializando 19% do Valor Bruto de Produção Agropecuária do Paraná (R$ 48 bilhões/ano, IBGE/2023).
O modelo operacional unificado previsto na Resolução ANTT 5.842/2024 permitirá gestão compartilhada de custos e receitas.
Impactos Multissetoriais Comprovados
Na economia: Atenderá 22 indústrias da região de Maringá com demanda documentada (Associação Comercial e Industrial de Maringá/2025) e integrará o Corredor do Vinho (PR-323), ampliando rotas turísticas. Se considerar as regiões de Cianorte e Umuarama, o potencial fica ainda maior.
Na sustentabilidade: Reduzirá 142 mil toneladas de CO₂ anuais — equivalente a 1,2 milhão de árvores plantadas (Ministério do Meio Ambiente/2025).
Na infraestrutura: Migrará 18 mil caminhões/ano para trilhos, descongestionando rodovias em todas as regiões.
Mecanismos Executáveis e Próximos Passos
O projeto está alinhado ao Plano Nacional de Ferrovias 2035 (Portaria MT 1.089/2022) e qualifica-se para recursos do Fundo Ferroviário Federal (Lei 14.273/2021). Seu modelo financeiro prevê:
》Contrapartida de 30% do governo paranaense (R$ 684 milhões);
》Financiamento de R$ 1,6 bilhão via BNDES;
》Concessão à iniciativa privada por 35 anos.
A inclusão no Plano de Desenvolvimento Integrado do Paraná (2026-2029) está em fase final de negociação com a Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL-PR). Um Grupo de Trabalho tripartite (União, Estado e ANTT) será formalizado até agosto para consolidar os estudos.
Posicionamento Oficial da SNTF sobre as propostas:
“Esta Secretaria reforça o seu compromisso com a estruturação de projetos que visem ao desenvolvimento da matriz de transporte brasileira, em especial no que tange ao transporte ferroviário de carga e de passageiros.”
O professor Stallone Ribeiro concluir que a proposta de Anel Ferroviário pode gerar economia logística, reduzir impactos ambientais, integrar economia local com global, atrair novas indústrias, serviços e dinamizar o turismo no Paraná.
Veja a Nota Técnica 10/2025 da SNTF anexa a seguir.
@contexto.inf @profsta
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Leia também: Ministério dos Transportes se manifesta sobre a FerroNorte: a Ferrovia de Cianorte Concessões ferroviárias da Malha Sul preveem novo leilão em 2027 e a FerroNorte pode ser reativada e ampliada até Guaíra e ao Mercosul
Fontes Verificáveis:
PDITS Ferronorte (VALEC, 2022): gov.br/valec
Diagnóstico Logístico do Paraná (SEIL-PR, 2023): infraestrutura.pr.gov.br
Portaria MT 1.089/2022: transportes.gov.br
Nota Técnica nº 10/2025/GP-DOP/DOP-SNTF/SNTF (SEI nº 9943487)
Ofício nº 683/2025/SNTF (SEI nº 9944949)
Despacho nº 595/2025/SNTF (SEI nº 9942575)
ANTF (2024): Custos Comparativos Ferrovia vs. Rodovia.
FAEP (2023): Escoamento da Safra Paranaense.
MMA (2025): Inventário de Emissões do Transporte de Cargas.
ACIM (2025): Associação Comercial e Industrial de Maringá.
IBGE (2023).

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